Ela saiu de lá como um meteoro após se chocar com o planeta.
Não havia equação nenhuma em todo o mundo que resolvesse sua particular partida de varetas.
Escolheu remover o palito da dor quando não por acaso descobriu que ele sustentava várias outras emoções.
Não conseguiu evitar as lágrimas que pingavam de seus olhos.
Havia tempo que descobrira que palavras não eram simples palavras, mas carregavam poder de significados, quase sempre metafóricos.
Passou um novo perfume como se ele ao bezuntá-la lhe faxinasse a alma.
Abriu a torneira e imediatamente o chuveiro quente passou a chorar com ela.
A água a acalmou e em poucos minutos foi capaz de pedir uma pizza.
Em seguida, abriu o livro de geometria na página marcada e prosseguiu sua leitura...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Abriu o jornal de hoje e seu olhar corria rapidamente à procura da astrologia.
Deveria haver alguma movimentação nas constelações para responder às agitações das últimas 24h.
Sentia uma revolução em sua vida. Em vários aspectos.
De repente, sentia necessidade de trocar de pele, ainda que sendo quem ela era.
Metamorfose.
Se colocou prazo para a maior mudança, e de repente compreendeu que em absoluto não tinah controle sobre as decisões.
Queria mudar de área, de ares, de rua... e em breve teria a sua resposta.
Deveria haver alguma movimentação nas constelações para responder às agitações das últimas 24h.
Sentia uma revolução em sua vida. Em vários aspectos.
De repente, sentia necessidade de trocar de pele, ainda que sendo quem ela era.
Metamorfose.
Se colocou prazo para a maior mudança, e de repente compreendeu que em absoluto não tinah controle sobre as decisões.
Queria mudar de área, de ares, de rua... e em breve teria a sua resposta.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sentiu vontade de ser rosa, azul ou verde... Ficou tudo colorido.
Sentiu a educação do povo e a contradição entre a manutenção das tradições seculares e uma ultra-moderna jovialidade.
Foi inserida num ritmo alucinante. E amou!!!
Amou a lateralidade invertida, os taxis totalmente automatizados com a mesma aparência do século passado.
Transporte público que funciona.
Pontualidade.
Seu um centavo de troco que não veio em bala...
O tilintar dos copos nos pubs.
Os prédios vermelhos, brancos, verdes.
A comida saborosa (não esperava ter lá comidas saborosas).
Faltou tempo e sobrou saudades.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Precisou rasgar as grades que a mantinham numa prisão de papel, pois o que a barrava era nada mais que puro imaginário.
Fez seu roteiro. Sempre amara Paris.
Voltaria para casa em breve, cochilaria entre estranhos.
Mudaria seu cheiro.
Trocaria o corte de cabelo.
Talvez mudasse também a cor.
Descobriu já ter estado naquele café um dia.
Em meio aos ratos, era feliz comendo o mais maravilhoso dos maravilhosos creme brullé.
Realmente a felicidade a perseguia.
Fez seu roteiro. Sempre amara Paris.
Voltaria para casa em breve, cochilaria entre estranhos.
Mudaria seu cheiro.
Trocaria o corte de cabelo.
Talvez mudasse também a cor.
Descobriu já ter estado naquele café um dia.
Em meio aos ratos, era feliz comendo o mais maravilhoso dos maravilhosos creme brullé.
Realmente a felicidade a perseguia.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Recebi esse selinho da Gizelda, do blog http://www.gizelda-desassossego.blogspot.com/!
Adorei!
Regras:
a-) Postar o selo.
b-) Dizer 9 coisas sobre mim.
1) Adoro cozinhar, se for para amigos então, adoro mais ainda... embora tenha feito isso pouco ultimamente...
2) Me interesso por Moda, Artes, Design, Decoração, Psicanálise, Astronomia e Temas Místicos.
3) Gosto de ler. Livros de Vampiro, Freud/Lacan, Bula de remédio, Revistas de Fofoca, de Decoração, Biografias, livros históricos.
4) Minha salada predileta é o carpaccio do America. Prato principal é stroggonoff e sobremesa é creme brullé. Coinscidentemente são os pratos que melhor sei fazer... rs
5) Gosto da vida a dois, sou romântica e me emociono com certa facilidade.
6) No cinema, prefiro suspense às comédias românticas. Os melhores filmes que vi esse ano foram, nessa ordem: " A PARTIDA" de Yojito Takita, " O SEGREDO DE SEUS OLHOS" de Juan José Campanella.
7) Sou extremamente ansiosa, e escrever alivia um tanto isso.
8) Tenho um lado mega Amelia: além de cozinhar, gosto de costurar, desenhar, bordar, arrumar a casa, decorar... rs
9) ADORO DIRIGIR...
c-) Indicar 9 blogs.
Essa é a parte mais difícil... rs
1) CASA COISAS & TAL - http://www.home-boxer.blogspot.com/
2) NATALIE WOOD IS NOT DEAD - http://www.nataliewoodisnotdead.blogspot.com/
3) PROSADORA - http://www.prosadora.blogspot.com/
4) TRUQUES DE MAQUIAGEM - http://www.truquesdemaquiagem.com.br/
5) CONEXÃO PARIS - http://www.conexaoparis.com.br/
6) HOJE VOU ASSIM - http://www.hojevouassim.com.br/
7) 13 ANOS DEPOIS - http://www.13anosdepois.blogspot.com/
8) FASHION GAZZETE - www.fashiongazette.com.br/blog/
9) DRE MAGALHÃES - http://www.dremagalhaes.wordpress.com/
Bjs e obrigada de novo pelo selo, Gizelda!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Deve ser tendência ver sobre as borboletas, encarar o nome próprio e ter orgulho dele.
Deve ser só coinscidência ouvir sempre os mesmos compassos de Piazzola na cabeça, trilha musical de minha dieta, o copo cheio d´água e a vida cheia de novas expectativas.
Deve ser amor, que bate lá dentro do peito, que faz sentir alegria na alegria do outro, que me faz andar pra frente.
Deve ser lagarta virando libélula esse desejo de se auto desenvolver...
Deve ser só coinscidência ouvir sempre os mesmos compassos de Piazzola na cabeça, trilha musical de minha dieta, o copo cheio d´água e a vida cheia de novas expectativas.
Deve ser amor, que bate lá dentro do peito, que faz sentir alegria na alegria do outro, que me faz andar pra frente.
Deve ser lagarta virando libélula esse desejo de se auto desenvolver...
sábado, 10 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Curau de milho
Ingredientes:
1 litro de leite
12 espigas de milho verde
1 xícara de açúcar refinado
Canela em pó
Corte o milho com uma faca e bata no liquidificador com o leite ou rale e coe espremendo bem.
Adoce (1 xícara de açúcar aproximadamente) e leve ao fogo mexendo sem parar ate sentir gosto de cozido.
Coloque uma travessa e polvilhe canela em pó.
Ao invés de povilhar canela em pó, eu francesamente, polvilho açúcar e passo o malarico para "brulllar"... rs
Ela tinha uma espécie de auto-controle capaz de causar inveja nos piores torturadores.
Mas esse mesmo controle a corroía, pois descobrira que apenas o guardava para si.
Estava num tempo em que estava totalmente desmotivada profissionalmente.
Carecia de férias para não pedir demissão.
Precisava pausar parte de sua existência por alguns dias (francamente, alguns não, vários... rs)
Precisava do tempo necessário para ouvir seu coração bater, sua alma relaxar.
Pensou nas suas últimas férias, e não se lembrou de quando foi.
Foi quando se pôs a chorar. Nunca fora o tipo de gente que vende a alma ao diabo.
Gostava de ter como filosofia o hedonismo.
Tadavia não tivesse preguiça para trabalhar...
Apenas em momentos como esse!
Em casos como este, sua temporária solução era o de montar roteiros de viagens extraordinárias, para o dia que pudesse se dar pausa.
Seu próximo desejo era Istambul, e descobriu que não havia um só lugar em todo o planeta onde não pudesse aterrisar sua imaginação.
Sentiu o cheiro de canela com curry. Pensou no falafel e na coalhada seca. Nas tâmaras e no orégano.
Pensou no homem sentado no sofá e na despedida de sábado à noite.
Pegou um próximo vôo e tentaria relaxar.
Com a criança sorridente que tanto enchia seu coração de algo que já desistira de tentar explicar.
Mas esse mesmo controle a corroía, pois descobrira que apenas o guardava para si.
Estava num tempo em que estava totalmente desmotivada profissionalmente.
Carecia de férias para não pedir demissão.
Precisava pausar parte de sua existência por alguns dias (francamente, alguns não, vários... rs)
Precisava do tempo necessário para ouvir seu coração bater, sua alma relaxar.
Pensou nas suas últimas férias, e não se lembrou de quando foi.
Foi quando se pôs a chorar. Nunca fora o tipo de gente que vende a alma ao diabo.
Gostava de ter como filosofia o hedonismo.
Tadavia não tivesse preguiça para trabalhar...
Apenas em momentos como esse!
Em casos como este, sua temporária solução era o de montar roteiros de viagens extraordinárias, para o dia que pudesse se dar pausa.
Seu próximo desejo era Istambul, e descobriu que não havia um só lugar em todo o planeta onde não pudesse aterrisar sua imaginação.
Sentiu o cheiro de canela com curry. Pensou no falafel e na coalhada seca. Nas tâmaras e no orégano.
Pensou no homem sentado no sofá e na despedida de sábado à noite.
Pegou um próximo vôo e tentaria relaxar.
Com a criança sorridente que tanto enchia seu coração de algo que já desistira de tentar explicar.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Foi quando o amor explodiu em seu peito que ela conseguiu perceber o quanto o amava.
Não precisava mais se esconder disso.
Não havia nada que pudesse detê-la e em suas entranhas havia mais do que bem querer...
Abriu uma lata de coca zero (meu Deus, por que Diabos mudaram a fórmula da light???), tomou um trago, como se fosse o scoth de antes, porém agora estava embriagada de sentimentos.
Deitou no sofá e ainda não conseguia responder às perguntas do homem.
Não conseguia descobrir porque aquela relação fora fundada na mágoa, mas teria tempo de averiguar isso mais tarde.
Sim, teria tempo mais tarde, apesar de que poucos sabiam que ela já empurrara esse assunto por 30 anos.
Leu receitas e escolheu o jantar de hoje à noite, com a convicção de que a simplicidade de seu dia-a-dia garantia que suas altas aspirações intelectuais se acalmassem.
Pelo menos o jantar estaria sob seu controle.
Suas refeições nem sempre eram premeditadas e isso não lhe trazia paz.
Repetiu mentalmente as notas do ballet... ensaiou alguns passos e sorriu, pois lembrou-se da primeira vez que vestira as sapatilhas.
Guardou o caderno de anotações e voltou ao trabalho.
Não precisava mais se esconder disso.
Não havia nada que pudesse detê-la e em suas entranhas havia mais do que bem querer...
Abriu uma lata de coca zero (meu Deus, por que Diabos mudaram a fórmula da light???), tomou um trago, como se fosse o scoth de antes, porém agora estava embriagada de sentimentos.
Deitou no sofá e ainda não conseguia responder às perguntas do homem.
Não conseguia descobrir porque aquela relação fora fundada na mágoa, mas teria tempo de averiguar isso mais tarde.
Sim, teria tempo mais tarde, apesar de que poucos sabiam que ela já empurrara esse assunto por 30 anos.
Leu receitas e escolheu o jantar de hoje à noite, com a convicção de que a simplicidade de seu dia-a-dia garantia que suas altas aspirações intelectuais se acalmassem.
Pelo menos o jantar estaria sob seu controle.
Suas refeições nem sempre eram premeditadas e isso não lhe trazia paz.
Repetiu mentalmente as notas do ballet... ensaiou alguns passos e sorriu, pois lembrou-se da primeira vez que vestira as sapatilhas.
Guardou o caderno de anotações e voltou ao trabalho.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O espelho repetia o sorriso dela, assim como a alegria da sua alma.
Nada anulou sua capacidade de amar.
Era como poucas... e seguia sempre sorrindo.
Fez as malas e partiu, com a criança num braço e a felicidade no outro.
Correu o mundo e percebeu que seu lugar era reservado em qualquer canto.
Trazia seu lar dentro do peito e lidava com dragões com a mesma calma e determinação que cortava cebolas.
Sentiu compaixão em cada olhar.
Sentiu falta de seu amigo, e novamente tentou lhe falar.
Nada.
Talvez ele tivesse razão, não seria mais recebida como ansiava.
O tempo pode ter varrido o carinho, a irmandade, a cumplicidade.
Que droga! Seu olho saltou novamente... e percebeu o olhar vizinho assistindo à seus pensamentos.
Olhou para o relógio, já era hora.
Disse adeus e partiu.
Nada anulou sua capacidade de amar.
Era como poucas... e seguia sempre sorrindo.
Fez as malas e partiu, com a criança num braço e a felicidade no outro.
Correu o mundo e percebeu que seu lugar era reservado em qualquer canto.
Trazia seu lar dentro do peito e lidava com dragões com a mesma calma e determinação que cortava cebolas.
Sentiu compaixão em cada olhar.
Sentiu falta de seu amigo, e novamente tentou lhe falar.
Nada.
Talvez ele tivesse razão, não seria mais recebida como ansiava.
O tempo pode ter varrido o carinho, a irmandade, a cumplicidade.
Que droga! Seu olho saltou novamente... e percebeu o olhar vizinho assistindo à seus pensamentos.
Olhou para o relógio, já era hora.
Disse adeus e partiu.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Porque se passaram trinta anos, e somente após longos trilhos foi capaz de perceber o quanto estava empenhada em construir seu Nome próprio.
Demorou três décadas para se identificar aos seus gostos, aos seus modos.
Construir um estilo que lhe é próprio.
Seus valores foram edificados em pedra sólida.
E continuava acreditando neles, todavia agora era diferente.
Não se pautava em moral e ética, pois percebeu o quanto estas estavam calcadas em seu instintos.
E voou como borboleta... A espécie rara que a nomeava.
Demorou três décadas para se identificar aos seus gostos, aos seus modos.
Construir um estilo que lhe é próprio.
Seus valores foram edificados em pedra sólida.
E continuava acreditando neles, todavia agora era diferente.
Não se pautava em moral e ética, pois percebeu o quanto estas estavam calcadas em seu instintos.
E voou como borboleta... A espécie rara que a nomeava.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Acordou num sobressalto e a cena da cabeça batendo no asfalto como ovo cru tilintava em sua cabeça.
Sentiu ódio novamente pela amiga que perdera por traição.
Desta vez, não da amiga, da traição.
Chorou pelos pais de sua amiga, pela mãe de tão boa alma que outrora não negara à pequena menina sua real identidade. Nunca se esqueceria desta lição de vida.
E choveu. Choveu forte.
As ruas se alagaram na hora em que iriam partir...
E atravessaram as poças altas como crianças brincando na piscina do clube.
E se beijaram. Era desta vez um beijo apaixonado de despedida, embora partissem juntos...
Ela olhou para ele e sentiu amor.
E depois da chuva, chorou e correu ao ver o corpo estendido sobre o asfalto.
Sentiu ódio novamente pela amiga que perdera por traição.
Desta vez, não da amiga, da traição.
Chorou pelos pais de sua amiga, pela mãe de tão boa alma que outrora não negara à pequena menina sua real identidade. Nunca se esqueceria desta lição de vida.
E choveu. Choveu forte.
As ruas se alagaram na hora em que iriam partir...
E atravessaram as poças altas como crianças brincando na piscina do clube.
E se beijaram. Era desta vez um beijo apaixonado de despedida, embora partissem juntos...
Ela olhou para ele e sentiu amor.
E depois da chuva, chorou e correu ao ver o corpo estendido sobre o asfalto.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Então, hoje fora marcada pela presença.
Ainda que na distância física, ela chamou seu nome e pareceu ouvir algo mais do que ecos.
Se deu conta que tudo o que sentia era apenas afeto esparramado no vazio.
Percebeu que por mais importante que fosse, existiria sempre algo a mais.
(Procurou esse conceito do a Mais, e o que encontrou em Lacan, só a confundiu mais ainda).
Se o que sentira fora sacanagem ou afeto, o tempo haverá de confirmar depois.
Esses espasmos sempre se deram après cours, em noites mal-dormidas, o seriado martelando suas entranhas, a imagem do Pai presente em cada cena.
As cortinas desceram, o palco ficou vazio, e só então fora capaz de perceber que a pior solidão que poderia sentir seria a da própria companhia.
Isso lhe deu força. Se amava como poucos. Não de um amor arrogante, pedante ou auto-idolatra.
Pois reconhecia quem era e o que desejava.
Se amava de uma forma mais sobrevivente. Encorajadora. Digna.
Descobrira que ter seu valor era algo conquistado, que não poderá ser arrancado junto com a máscara.
Ainda que na distância física, ela chamou seu nome e pareceu ouvir algo mais do que ecos.
Se deu conta que tudo o que sentia era apenas afeto esparramado no vazio.
Percebeu que por mais importante que fosse, existiria sempre algo a mais.
(Procurou esse conceito do a Mais, e o que encontrou em Lacan, só a confundiu mais ainda).
Se o que sentira fora sacanagem ou afeto, o tempo haverá de confirmar depois.
Esses espasmos sempre se deram après cours, em noites mal-dormidas, o seriado martelando suas entranhas, a imagem do Pai presente em cada cena.
As cortinas desceram, o palco ficou vazio, e só então fora capaz de perceber que a pior solidão que poderia sentir seria a da própria companhia.
Isso lhe deu força. Se amava como poucos. Não de um amor arrogante, pedante ou auto-idolatra.
Pois reconhecia quem era e o que desejava.
Se amava de uma forma mais sobrevivente. Encorajadora. Digna.
Descobrira que ter seu valor era algo conquistado, que não poderá ser arrancado junto com a máscara.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A Bailarina - Cecilia Meireles
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
in Ou isto ou aquilo, Ed. Nova Fronteira
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
in Ou isto ou aquilo, Ed. Nova Fronteira
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A Alma Imoral
A Alma imoral, texto de Nilton Bonder, adaptado e encenado por Clarice Niskier gratifica pela forma.
Pelo conteúdo, pela interpretação sem dramatização.Pela coragem de expor a alma na epiderme...
Vestindo seu corpo da nudez da imoralidade.
Imoralidade absoluta.
Sem clichês baratos, frases prontas, falsos testemunhos.
Só a alma ex-posta.
Sem uso do autor para justificar atos próprios.
Indubitavelmente,
Na imoralidade há um código.No Teatro Augusta, sextas, sábados e domingos.
http://www.teatroaugusta.com.br/
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Aquilo que não mata, fortalece.
Inteligência, beleza, magreza...
Predicados parciais que dependem dos olhos de quem vê.
Futilidade é julgamento, e isto, pra mim, não serve!
Confrontos podem ser encarados como obstáculos.
Alguns pulam, outros contornam, há quem volte e quem fica aflito.
Depende do condicionamento do gladiador em questão.
De todo modo, há confrontos que fortalecem ou enfraquecem, assim como o mesmo vento que alimenta uma fogueira, apaga uma vela.
E se o olhar de fora vê como um contentar-se com pouco,
melhor continuar no afastamento mesmo.
Predicados parciais que dependem dos olhos de quem vê.
Futilidade é julgamento, e isto, pra mim, não serve!
Confrontos podem ser encarados como obstáculos.
Alguns pulam, outros contornam, há quem volte e quem fica aflito.
Depende do condicionamento do gladiador em questão.
De todo modo, há confrontos que fortalecem ou enfraquecem, assim como o mesmo vento que alimenta uma fogueira, apaga uma vela.
E se o olhar de fora vê como um contentar-se com pouco,
melhor continuar no afastamento mesmo.
terça-feira, 27 de abril de 2010
AMIZADE VERDADEIRA
Pítias, condenado à morte pelo tirano Dionísio, passava na prisão os seus últimos dias.
Dizia não temer a morte, mas como explicar que seus olhos se enchessem de lágrimas
ao ver o caminho que se abria diante das grades da prisão? Sim, era a dura lembrança dos velhos pais! Era ele o arrimo e o consolo deles. Não mais suportando,
um dia Pítias disse ao tirano: - Permita-me ir à casa abraçar meus pais e resolver
meus negócios. Estarei de volta em quatro dias, sem acrescentar nem uma hora a mais.
- Como posso acreditar na sua promessa? Os caminhos são desertos.
O que você quer mesmo é fugir - respondeu Dionísio, irônica e zombeteiramente.
- Senhor, é preciso que eu vá. Meus pais estão velhinhos e só contam comigo para
se defenderem - insistiu Pítias com o olhar nublado de lágrimas.
Vendo que o tirano se mantinha irredutível, Damon, jovem e amigo de Pítias,
interveio propondo:
- Conceda a licença que meu amigo pede; conheço seus pais e sei que carecem
da ajuda do filho. Deixe-o partir e garanto sua volta dentro dos dias previstos,
sem faltar uma hora, para lhe entregar a cabeça.
A resposta foi um não categórico. Compreendendo o sofrimento do amigo,
Damon propôs ficar na prisão em lugar de Pítias e morreria no lugar dele se
necessário fosse. O tirano, surpreendido, aceitou a proposta e depois de um
prolongado abraço no amigo, Pítias partiu.
O dia marcado para sua execução amanheceu ensolarado. As horas passavam
céleres e a guarda já se mostrava inquieta. Entretanto, Damon procurava restabelecer
a calma, garantindo que o amigo chegaria em tempo. Finalmente chegara a hora da execução. Os guardas tiraram os grilhões dos pés de Damon e
o conduziram à praça, onde a multidão acompanhava em silêncio a cada um dos
seus passos. Subiu, então, ao cadafalso.
Uma estranha agitação levou a multidão a prorromper em gritos.
Era Pítias que chegava exausto e quase sem fôlego.
Porém, rompendo a multidão, galgou os degraus do cadafalso, onde,
abraçando o amigo, entregou-se ao carrasco sem o menor pavor.
Os soluços da multidão comovida chegaram aos ouvidos do tirano.
Este, pondo-se de pé em sua tribuna, para melhor se convencer da cena que
acabava de acontecer na praça, levantou as mãos e bradou com firmeza:
- Parem imediatamente com a execução! Esses dois jovens são dignos do amor dos homens de bem, porque sabem o quanto custa a palavra. Eles provaram saber o
quanto vale a honra e o bom nome! Descendo imediatamente daquela
tribuna, dirigiu-se a Pítias e a Damon. Dionísio estava perplexo e os abraçando comovidamente, lhes falou: - Eu daria tudo para ter amigos como vocês!
Fabulas - Parte 1
O Sapo e o Escorpião
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."
Uma parábola africana "Capturado" na Página do Sábio www.geocities.com/~esabio/
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."
Uma parábola africana "Capturado" na Página do Sábio www.geocities.com/~esabio/
terça-feira, 13 de abril de 2010
Sobre amigos
..."Escolho meus amigos não pela pele, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos, fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Quero que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou colo, quero sua maior alegria, amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril.... "
Oscar Wilde
A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos, fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Quero que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou colo, quero sua maior alegria, amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril.... "
Oscar Wilde
Assinar:
Postagens (Atom)





