sexta-feira, 25 de abril de 2008
Histórico de Navegação

A história que a mulher contou ontem me comoveu.
Ela reconheceu como filha a menina que a tem como mãe do coração!
E permitiu à menina conhecer toda a verdade... a conviver com essa verdade.
Uma frase ficou presa na minha memória: "Eu não tinha o direito de negar a história dela, o passado dela. Seria como negar sua identidade, suas raízes. EU QUERO SIM CONSTRUIR UMA VIDA COM ELA A PARTIR DESTE PONTO, SEM NEGAR/APAGAR O QUE PASSOU."
Isso parece óbvio neste situação. Mas porque não em todas as outras?
Por que não nos dispomos a construir uma vida a partir do presente e seguindo pra um futuro impretérito com nossas relações amorosas?
Por que não tomamos, nesses casos, o passado como ponto fundamental de construção da identidade de nossos parceiros, e nosso mesmo?
Por que ainda que sem saber, queremos destruir o histórico do outro? Seria pra negar um vida antes do encontro?
O Mau tem um posicionamento nesse sentido, que me dá orgulho em dizer: "Esse cara é meu AMIGO!" Longe de julgamentos, hipocrisia, preconceitos (ou pré-conceitos, como queiram!), onde o que importa é o que a pessoa é no agora! Foda-se (ops!) o que foi há seis, doze, 50 meses... Quem é ela hoje? O que me faz no agora amá-la?
Prá mim, esconder, maquiar cicatrizes tem essa mesma falta de função...
Não tem porque mascarar o que foi vivido... rss (não me mata por voltar ao assunto...rs)
Aqui, acho que deveria Ser Tudo Igual...
Carinho,
Hell
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Andarilha, eremita...

Hoje acordei hermética e agressiva!
Mentira... Acho que muito mais agressiva do que hermética...
Usando de erradas estratégias...
Usando o ataque como melhor defesa...
Com pedras nas mãos e peso no coração...
Cansei de ser presente.
Cansei de me importar.
Decidi mudar.
Me mudar.
Resolvi seguir sozinha,
como já um dia foi...
Acompanhada de minha intuição,
de meus aliados,
Guiada ora pela luz da lua,
ora pelos faróis dos carros...
O coração já mais leve,
Um esboço de doçura invadindo.
Um sorriso.
Hell
terça-feira, 22 de abril de 2008
Amor tão grande cabe no breve espaço de um respirar
Mau,
Linda a letra do espetáculo O Teatro Mágico!
"...Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..."
Acho que o maior dos amores é aquele que te permite amar enquanto respirar...
Você se lembra de uma vez, que estávamos na Real (dia que encontramos a Cica e vc não me deixou perguntar como ela engravidou de um vasectomizado...rsrs), e vc me pediu prá pensar em todos os homens que amei, um a um, e se eu ainda amava?
Acho que vai por esse viés o texto, Mau!
Temos vários motivos pra gostar de uma pessoa, mas apenas um pra amá-la, e assim o fazemos, até que paremos de respirar...
Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vc, só enquanto eu respirar...
Bj
Hell (hj um tanto menos infernal!!!)
Linda a letra do espetáculo O Teatro Mágico!
"...Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..."
Acho que o maior dos amores é aquele que te permite amar enquanto respirar...
Você se lembra de uma vez, que estávamos na Real (dia que encontramos a Cica e vc não me deixou perguntar como ela engravidou de um vasectomizado...rsrs), e vc me pediu prá pensar em todos os homens que amei, um a um, e se eu ainda amava?
Acho que vai por esse viés o texto, Mau!
Temos vários motivos pra gostar de uma pessoa, mas apenas um pra amá-la, e assim o fazemos, até que paremos de respirar...
Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vc, só enquanto eu respirar...
Bj
Hell (hj um tanto menos infernal!!!)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Stuck in a moment you can´t get out of
I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me that I haven't
already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company
I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
I will not forsake, the colours that you bring
But the nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to meI still listen through your ears, and through your eyes I can see
And you are such a fool
To worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now... my oh my
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it
I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep..
.I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now
You're stuck in a moment and you can't get out of it
And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass
And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along the stony pass
It's just a moment
This time will pass
Ser mesmo, a esmo...

Quero o avesso da minha previsibildade.
De nada me incomoda o tempo que foi,
os adornos causados pela velhice ao redor de meus olhos,
ou os fios mais claros percorrendo a minha cabeça.
Quero a beleza que o espelho da alma reflete.
Quero a minha reinvenção.
Ser velho, é ser mesmo.
Quero a juventude que a alegria sempre dá carona.
Quero o poder de mudar de idéia, velhos hábitos, reciclagem.
Fazer anos é poder olhar o construído e
sacar que ainda que o presente vá por água abaixo,
o futuro pode ser reformulado, só depende do intento.
Quero tirar minha máscara,
mostrar que a face é idêntica, autêntica, incorrompível...
Gangorras, Roda-Gigantes, Montanha-Russas e outros brinquedos emocionais

Ontem um amigo me disse algo muito interessante: "Se não for prá ser eterno e infinito, que ao menos seja leve..." Eu prometi que daria o crédito a ele, então vai: Anní, muito pertinente seu comentário...
Mais ainda agora, 24hs depois da nossa conversa...
A vida acontece, os bons momentos passam, os maus momentos também passam, e o que é de valor, permanece.
Cada um tem sua maneira de reconhecer paixões. Uns reconhecem do alto da roda gigante, outros, quebram copos, o reconhecer da vida no sangue. Há estes que reconhecem nas ascendências lentas e bruscas descidas da roda gigante, e aqueles, no sincronizado sobe/desce da gangorra.
E tem também quem nunca reconhece.
Viver é "re-significar".
Viver é melhor que sonhar.
Só não dá pra ficar parado, esperando a vida acontecer.
Esperando o florista te colher a melhor rosa.
Em qualquer um dos movimentos deste "brincar de exercer amor", legal que seja vivo, leve, e intenso.
É de se admirar uma disposição em viver a busca pela vontade, pelo desejo (FELICIDADE?).
É de se admirar uma disposição em se auto-expor, sem freios, sem pudores (VERACIDADE?).
Tenho muito a dizer, mas se eu pudesse dizer tudo, se tornaria desinteressante no sinestésico.
Dosagens de temperança...rs
Vontade de Disneylândia...rs
Hell
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Comentários ao desabafo...
"São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades".
(Albus Dumbledore)
* * *
Querer tudo certo o tempo todo, principalmente naquilo que não depende só de nós mesmos (entenda-se, relacionamentos) é um belo começo... com o pé esquerdo!
A Hell se diz ansiosa por resolver pendências, e eu sei que é verdade, mas tem uma coisa que me incomoda: ser fiel ao que se sente significa ceder à ansiedade? Não há mesmo outra opção, sem se trair?
E a fidelidade ao amor? E o tal “dar o que não se tem àquele que não pediu”?
Li uma frase interessante em algum lugar (alguém se lembra?), era mais ou menos assim: “Hoje, acredito que o que importa é o que se sente... O que passou, passou.... Verdades detalhadas, neste caso só machucam.”
A Hell se diz ansiosa por resolver pendências, e eu sei que é verdade, mas tem uma coisa que me incomoda: ser fiel ao que se sente significa ceder à ansiedade? Não há mesmo outra opção, sem se trair?
E a fidelidade ao amor? E o tal “dar o que não se tem àquele que não pediu”?
Li uma frase interessante em algum lugar (alguém se lembra?), era mais ou menos assim: “Hoje, acredito que o que importa é o que se sente... O que passou, passou.... Verdades detalhadas, neste caso só machucam.”
E você, no que acredita?
Pois não acredite, saiba.
Faça acontecer.
Ou logo, logo poderá deixar de acreditar.
Mau
* * *
Pois não acredite, saiba.
Faça acontecer.
Ou logo, logo poderá deixar de acreditar.
Mau
* * *
Ser fiel ao que se sente...
O Anjo Mais Velho
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo, incerto...
Depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...
(O Teatro Mágico)
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo, incerto...
Depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...
(O Teatro Mágico)
* * *
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Desabafo

Por que quando queremos tudo certo fazemos tudo errado?
O Mau vive dizendo para eu relaxar...
Mas parece que quanto mais tento ser transparente e fiel ao que sinto, mais me meto em confusão... rs
Semana passada tive um desentendimento com uma pessoa que me é muito querida, e pra dizer bem a verdade, nem sei ao certo o que aconteceu... Só sei que quis conversar sobre e, tudo o que consegui foi continuar conversando comigo mesma!
Deixei passar, cada pessoa tem seu tempo, sua hora pra re-organizar chateações...
Talvez no fundo, eu seja ansiosa demais por resolver pendências... Talvez no fundo, eu tenha mais urgência em viver o hoje... Pois quem garante o amanhã?
Mas a presença da ausência dela me desconforta. Me mortaliza. E me faz pensar no quanto realmente somos solitários na nossa trilha subjetiva...
bj e bom dia!
Hell
terça-feira, 15 de abril de 2008
Cicatrizes Ostentadas
UMA FRASE PARA O AGORA
"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei prá me proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amada e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo músicas e vendo fotos, já liguei só prá escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... E você també não deveria passar! Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante."
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A Verdade existe? parte II

Mau,
Gostaria de retomar o tema do penúltimo post, sobre o que vc diz sobre Verdade.
Ontem a noite, assisti novamente ao filme: Closer - Perto Demais, e me dei conta de um jogo de verdades que existe ali, que ora sustenta o que eu defendo (a verdade, nua e crua, doa a quem doer) e ora sustenta o que vc defende (a verdade existe? e sob qual ponto de vista ela importa?).
Entrei em dúvidas...rs
Será que o conceito de verdade em mim foi subvertido?
Será que pelos acontecimentos das últimas semanas, me tornei mais maleável, como uma barra de aço após ser tomada pelo calor de um maçarico?
Não sei definir, não por enquanto, pelo menos.
Bem, reli também uma crítica do Calligaris (que deixo como link pra consulta) e o que gostaria de recortar é o item 5.
Hoje, acredito que o que importa é o que se sente... O que passou, passou.... Verdades detalhadas, neste caso só machucam.
Nesta nova proposição, acredito que verdadeiro é o sentido/vivido/falado em cumplicidade com o outro, seja esse outro quem for.
A lealdade está, ao meu ver, nessa relação de conexão e cumplicidade...
Mas isso é um assunto prá outro post...
Bjinhos
Hell
Gostaria de retomar o tema do penúltimo post, sobre o que vc diz sobre Verdade.
Ontem a noite, assisti novamente ao filme: Closer - Perto Demais, e me dei conta de um jogo de verdades que existe ali, que ora sustenta o que eu defendo (a verdade, nua e crua, doa a quem doer) e ora sustenta o que vc defende (a verdade existe? e sob qual ponto de vista ela importa?).
Entrei em dúvidas...rs
Será que o conceito de verdade em mim foi subvertido?
Será que pelos acontecimentos das últimas semanas, me tornei mais maleável, como uma barra de aço após ser tomada pelo calor de um maçarico?
Não sei definir, não por enquanto, pelo menos.
Bem, reli também uma crítica do Calligaris (que deixo como link pra consulta) e o que gostaria de recortar é o item 5.
Hoje, acredito que o que importa é o que se sente... O que passou, passou.... Verdades detalhadas, neste caso só machucam.
Nesta nova proposição, acredito que verdadeiro é o sentido/vivido/falado em cumplicidade com o outro, seja esse outro quem for.
A lealdade está, ao meu ver, nessa relação de conexão e cumplicidade...
Mas isso é um assunto prá outro post...
Bjinhos
Hell
segunda-feira, 31 de março de 2008
A Era das Balzacas...
"O casamento deve combater incessantemente um monstro que devora tudo: o hábito." (Honoré de Balzac)
***
Me permiti copiar e colar o trecho de A Mulher de Trinta Anos: "Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer."
Só prá contextualizar, o livro trata a fundo da questão do destino da mulher na sociedade e, em particular, dentro do casamento. "A Mulher de Trinta anos" contém estudos de psicologia feminina de extrema agudeza. Sua personagem principal, Júlia d`Àiglemont, é o primeiro grande retrato da mulher mal casada, consciente da razão de seus sofrimentos e revoltada contra a instituição imperfeita do matrimônio.
Constitui uma etapa na história da emancipação feminina. Revela-nos os sofrimentos da mulher incompreendida que não encontrou no casamento a realização de seus sonhos.
Por mais incrível que possa parecer, mais de um século e meio depois, após a ala feminina ter conquistado seu papel na política, na história, e, mais que isso, se auto-nominar como senhora de seu desejo, ainda se vê posições inconcebíveis quando o assunto é casamento.
É triste ouvir amigas se casando (ou às vezas mal-casando) com uma espécie de auto-indulgência implícita no texto: " É melhor ser divorciada do que solteira!"
Juro que quando ouço isso, sinto vontade de mudar de sexo!!!!
Casamento prá mim é outra coisa!
É muito mais prático. Mais maduro. Mais responsável.
Casar, por ser a companhia do outro agradável, por confiar em alguém a ponto de dividir sua contas com ele, seus segredos.... seus sonhos e fantasias...
Não colocando sobre os ombros do outro a responsabilidade da tua própria felicidade. ESTA só pode ser conquistada por você.
Além disso, casar, no sentido prático da coisa, só sendo independente tanto emocionalmente quanto financeiramente, com a maturidade de levar a coisa o tão pra sempre quanto dure o ser feliz do casal, ou o amor, como preferir...
Impossível essa conquista antes dos 30 anos... Sério!
Depois disso, vale tudo: festas gigantes, bem-decoradas, vestido dos sonhos (mas por favor, consulte alguém de confiança estética prá te ajudar nesta escolha!!!), viagens paradisíacas... o que for preciso... desde que os dois tenham em mente manter as honrarias ao afastar o tédio, o hábito, a rotina.
Ah! Também vale a pena a boa e velha festinha que deixa prá trás a antiga condição civil.... rs
Entenda-se aqui o que sua imaginação permitir....rs
bjinhos
Hell
quarta-feira, 12 de março de 2008
“A Verdade” existe?
"Devemos ter ciência que a Verdade
não é propriedade de ninguém, de nenhuma raça.
Nenhum indivíduo pode reclamar sua exclusividade.
A Verdade é a natureza simples de todos os seres..."
(Swami Vivekananda - Mestre Indu)
* * *
O belo texto da Hell (gostei da grafia!) sobre “verdades” cumpriu o seu papel e me levou a pensar, questionar, refletir...
Depois de esgotar minhas próprias idéias, decidi apelar para o pai dos burros do século XXI e procurei no Google o que alguns pensadores mais renomados que eu disseram sobre o assunto. De Swami Vivekananda a Nietzsche, passando pelo Dalai Lama e a Bíblia, encontrei muitas verdades diferentes.
No final, esse processo só fez reforçar a opinião que eu já tinha, de que a “verdade” está dentro de cada um de nós, na nossa convicção, nossa crença, nosso ponto de vista. E a coerência que a Hell citou, à qual eu dou tanta importância, é a capacidade de viver e agir em concordância com essa verdade interna.
O problema está no intercâmbio dessas verdades, que nem sempre é sadio. As pessoas se acostumam a esconder suas verdades por medo de julgamento e rejeição, ou para evitar mágoa e conflito. Daí as máscaras.
Por outro lado, quem pode dizer honestamente que está sempre, sempre aberto à verdade alheia, sem filtros ou julgamentos? Quem nunca tentou convencer outra pessoa da sua própria verdade? Convenhamos, a "culpa" é de todos nós.
Há alguns anos, uma namorada me perguntou se eu achava que ela estava bem naquela roupa. Com todo o meu tato de escorpiano, eu disse que não. Nesse momento, desprezei o óbvio: ela tinha convicção de que estava, sim, muito bem. Queria apenas minha reafirmação. A negativa, é claro, gerou um conflito, uma dúvida, daquelas que doem... e por muito tempo.
Talvez fosse melhor simplesmente ter aceitado a verdade dela, e concordado. Deixo essa conclusão a cargo de cada um.
Ser straight to the point não é só uma questão de se expor, muitas vezes é uma questão de expor a quem se ama. Desnecessariamente? Em muitos casos, sim.
Particularmente, dou mais importância à intenção por trás de cada atitude do que à atitude em si. Mentir, omitir, enganar é errado SEMPRE? Se o cara que você ama lhe perguntasse se é melhor na cama do que seu último amante, você seria capaz de responder “não”?
A Hell diz que “a verdade exige auto-exposição, ética exacerbada”. Discordo. A verdade pode ser usada para machucar e isso não é coisa para fortes.
Forte é aquele que guarda para si a verdade que fere e compartilha a que ameniza a dor.
Não é tudo igual. Não aqui.
Sejam fortes,
Mauricio
segunda-feira, 10 de março de 2008
Coração Malhado

Há uns meses mudei tudo...
Comecei uma dieta e junto a malhação....
Aula de dança, de corrida, de psicologia, acunputura, ortomolecular... Ufa!!!!
Depois de vários kgs perdidos, percebi os músculos da panturrilha e da coxa começando a querer rasgar a pele...rs
Caí na questão, será que de tanto malhar (amar) o coração também endurece?
O Mau se sente um tanto incomodado com o fato de eu ostentar com orgulho minhas cicatrizes... rs (Mas atentem-se ao fato que sem elas, eu não poderia ser o que sou hoje!!!)
Vivo, como a maioria das mulheres, motivada por paixões - talvez por isso um estilo de escrita tão passional... - volta a pergunta: será que como outros músculos, o coração enrijece ao ser exercitado?
Acho que a falta de prática de amar tira sim o condicionamento emocional, tornando pessoas frias, como robôs programados a praticar tarefas... pessoas que praticam sexo pelo esporte, nunca pelo envolvimento, ainda que dure apenas uma noite: um beijo, um olhar, um rastro de perfume!
Coisa de gente intensa no que faz...rs
Prefiro os encontros não marcados, a aventura do risco ao enamorar-se, o beijo dado com a alma que vale mais que mil contratos...
Quem não se atira ao penhasco, não consegue aprender a voar... e eu pretendo deixar sim, MINHAS ASAS bem treinadas, para que elas possam acompanhar as batidas de meu coração...
Mesmo que isso signifique mais uma marquinha a ser ostentada, viu Mau?
Bj com carinho,
Hell (por sugestão de uma leitora, grafarei a partir de agora com 2 ls)
Comecei uma dieta e junto a malhação....
Aula de dança, de corrida, de psicologia, acunputura, ortomolecular... Ufa!!!!
Depois de vários kgs perdidos, percebi os músculos da panturrilha e da coxa começando a querer rasgar a pele...rs
Caí na questão, será que de tanto malhar (amar) o coração também endurece?
O Mau se sente um tanto incomodado com o fato de eu ostentar com orgulho minhas cicatrizes... rs (Mas atentem-se ao fato que sem elas, eu não poderia ser o que sou hoje!!!)
Vivo, como a maioria das mulheres, motivada por paixões - talvez por isso um estilo de escrita tão passional... - volta a pergunta: será que como outros músculos, o coração enrijece ao ser exercitado?
Acho que a falta de prática de amar tira sim o condicionamento emocional, tornando pessoas frias, como robôs programados a praticar tarefas... pessoas que praticam sexo pelo esporte, nunca pelo envolvimento, ainda que dure apenas uma noite: um beijo, um olhar, um rastro de perfume!
Coisa de gente intensa no que faz...rs
Prefiro os encontros não marcados, a aventura do risco ao enamorar-se, o beijo dado com a alma que vale mais que mil contratos...
Quem não se atira ao penhasco, não consegue aprender a voar... e eu pretendo deixar sim, MINHAS ASAS bem treinadas, para que elas possam acompanhar as batidas de meu coração...
Mesmo que isso signifique mais uma marquinha a ser ostentada, viu Mau?
Bj com carinho,
Hell (por sugestão de uma leitora, grafarei a partir de agora com 2 ls)
domingo, 9 de março de 2008
Verdades...

Sou a favor da VERDADE.
Entenda-se por verdade o coerente a si próprio. Sem máscaras.
É indizível poder praticar o que se sente sem medo de parecer ridícula.
Além da verdade, também sou a favor da transparência. E da falta de rodeios... Ser straigth to the point... - o Mau vê nisso sinal de perigo! rs ... mas também muitas vezes ele é o alvo...kkk -
Traz orgulho, e é satisfatório poder compartilhar com um amigo o sentido (sentimento) sabendo ser compreendida.
Por que alguns casais perdem a capacidade de conversar abertamente um com o outro?
Será que os momentos de maior desentendimento entre dois, não é uma falta de arriscar-se a expor verdadeiras intenções?
Não é a verdade que dói. O que dói é a dúvida. O engodo. O jogo. O julgar.
A partir do momento que o jogo existe, existe a possibilidade de ganhar ou perder ou empatar, e, aprendemos desde cedo que perder é negativo, é pejorativo.
E ganhar? Ganhando também se perde. Mudança é perda e ganho ao mesmo tempo.
Mudança é vida, é cíclico.
Ganhar exige abrir mão do que se tem... e nem todos se dispõem a arriscar.
Mas continuo em favor da verdade... é mais difícil.
Difícil não, mais delicado. Pois A verdade exige auto-exposição, ética exacerbada.
Coisa pra poucos. Coisa pra fortes.
É importante ser tudo igual?
Carinho,
Hel
Entenda-se por verdade o coerente a si próprio. Sem máscaras.
É indizível poder praticar o que se sente sem medo de parecer ridícula.
Além da verdade, também sou a favor da transparência. E da falta de rodeios... Ser straigth to the point... - o Mau vê nisso sinal de perigo! rs ... mas também muitas vezes ele é o alvo...kkk -
Traz orgulho, e é satisfatório poder compartilhar com um amigo o sentido (sentimento) sabendo ser compreendida.
Por que alguns casais perdem a capacidade de conversar abertamente um com o outro?
Será que os momentos de maior desentendimento entre dois, não é uma falta de arriscar-se a expor verdadeiras intenções?
Não é a verdade que dói. O que dói é a dúvida. O engodo. O jogo. O julgar.
A partir do momento que o jogo existe, existe a possibilidade de ganhar ou perder ou empatar, e, aprendemos desde cedo que perder é negativo, é pejorativo.
E ganhar? Ganhando também se perde. Mudança é perda e ganho ao mesmo tempo.
Mudança é vida, é cíclico.
Ganhar exige abrir mão do que se tem... e nem todos se dispõem a arriscar.
Mas continuo em favor da verdade... é mais difícil.
Difícil não, mais delicado. Pois A verdade exige auto-exposição, ética exacerbada.
Coisa pra poucos. Coisa pra fortes.
É importante ser tudo igual?
Carinho,
Hel
Nudez Diferente

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente.
Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.Não conheço strip-tease mais sedutor...
Bjs,
Helena
Nudez pode ter um significado diferente.
Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.Não conheço strip-tease mais sedutor...
Bjs,
Helena
Assinar:
Postagens (Atom)

