- ler pelo menos um livro por mês
- encontrar mais as pessoas que pouco vi em 2009
- trabalhar como se fosse um hobby
- fazer aulas de canto
- fazer aulas de dança
- inserir novamente a magia na vida
- tomar menos coca, ainda que light ou zero
- emagrecer
- continuar o caminho que venho trilhando desde o final de 2008
- dar menos importâcia ao passado, viver o presente intensamente e não fazer projetos sólidos demais para o fututo
- começar de uma vez por todas a ticckar a lista de filmes que quero assistir
domingo, 10 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Nunca gostou de livros meramente descritivos.
Dizia que eram chatos e que era pura perda de tempo se prender a detalhes que pouco importavam no final das contas, uma vez que história é história.
Levantou-se com uma leve irritação. Mal humor presente.
Lembrou de alguns anos passados, e trouxe os mesmos sorrisos para o presente.
Havia uma música de batidas constantes, com um triângulo batendo no fundo.
Dançou, mesmo sem saber dançar.
Lembrou dos olhos, do sabor de uma dose de whisky cujo gelo já havia derretido, do braço envolvendo a cintura. Do perfume amadeirado que exalava de sua pele,
Dos gestos canhotos que a faziam rodopiar.
Sentira as descobertas do que no futuro fariam suas bases tremerem.
Fora tudo muito leve e muito intenso. As trocas, os sorrisos, as garfadas. Tudo havia se congelado no tempo.
A imagem das pernas cruzadas de forma tão masculina.
O jeito de mexer em seus cabelos, de assoprar em seu ouvido esquerdo.
O jantar estava pronto, porém não foi servido. Estava aguardando as garrafas de vinho tinto se esvaziarem e num momento posterior, os corpos se encherem. De prazer finito.
Era uma despedida. Nunca um adeus.
Sabe-se lá quando essas cenas se tornariam reais. Eram quase oníricas.
Feliz. Demasiada e obcenamente feliz.
O dia amanheceu e com ele as memórias foram guardadas dentro da caixa musicada.
E dia após dia, o que não fora guardado, fora escrito em metáforas.
E o que não foi escrito, foi dito. Entre um chopp e outro, numa esquina que poderia ser uma qualquer, não fosse sua presença.
Seus olhos rodopiaram, e recebeu cada palavra com uma dignidade de poucos. Sim, foi capaz de reconhecer verdade em cada uma delas, e admitiu que já percebera o sentido de tudo aquilo em uma outra ocasião.
Ainda que naquele momento não estivessem prontos, acendeu um cigarro e olhou com uma certa malícia de quem se sente pouco à vontade.
Tomou o último gole, sozinho no fundo do copo, e pediu a nota. Ao chegar no carro, abriu a porta, fez um curto caminho (por que o caminho não poderia ser mais longo?), e despediu-se novamente.
Não era um adeus. Era uma despedida.
Aquela noite foi decisiva. A partir de então pudera ter certeza entre o moral e o profano.
E já havia tomado sua decisão, ainda que os outros a desconhecesse.
Nunca mais pôde evitar dialogar aos 4 ventos, falando consigo, fingindo ter alguém tão próximo.
Havia a barreira da realidade. Aliás, haviam duas realidades, e só foi esse fato que impediu a completa insensatez de sua conduta.
Não sem sanidade, apenas descobrira como não evitar o que era vida.
Logo depois, foi atendida e recebeu alta.
Conhecia mais de si que qualquer um. Nunca mais ignoraria aquelas duras lições de amor, de afeto, de bondade, ainda que se machucasse.
Ainda que para isso precisasse contar à pessoa de quem nunca mais tivera notícia que ela fora traída.
Não por vingança. Por puro desejo de limpar sua trajetória e poder começar do zero.
Sentia tanta falta da família e foi incapaz de fazer aquele telefonema.
Teria que pedir por mais lâminas para analisar sua essência, mas agora estava por conta própria.E saiu radiante com sua mais nova conquista: a identidade.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Entre analisar o tempo e me fazer cientista de minha história,
Descobri coisas maravilhosas que são causas de meus piores pesadelos.
Não sinto mais a ansiedade de outrora, pois descobri meu tempo, meu lugar, meu estilo.
Sou assim mesmo, afirmo e nego os desejos mais intrínsecos.
Quero minh´alma pulsando ritmicamente em sua respiração.
Quero o choro calado da emoção que me impede de dizer o quanto sinto.
Desejo ao longo das 4 estações. Desde já, do recém inaugurado ano NOVO.
Quero florir teu riso e gelar teu pranto.
Aquecendo sua paixão, não importa o quanto tempo o tempo dure.
Sim, eu posso sentir sua entrega quando você a faz. No olhar... no beijo... num simples afago.
Quero te agradecer!
Agradeço tanto sua contribuição por estar tão perto do que eu sou!
Por estar aqui comigo, mesmo em suas ausências...
Porque você rouba alguns de meus mais sublimes sorrisos...
Descobri coisas maravilhosas que são causas de meus piores pesadelos.
Não sinto mais a ansiedade de outrora, pois descobri meu tempo, meu lugar, meu estilo.
Sou assim mesmo, afirmo e nego os desejos mais intrínsecos.
Quero minh´alma pulsando ritmicamente em sua respiração.
Quero o choro calado da emoção que me impede de dizer o quanto sinto.
Desejo ao longo das 4 estações. Desde já, do recém inaugurado ano NOVO.
Quero florir teu riso e gelar teu pranto.
Aquecendo sua paixão, não importa o quanto tempo o tempo dure.
Sim, eu posso sentir sua entrega quando você a faz. No olhar... no beijo... num simples afago.
Quero te agradecer!
Agradeço tanto sua contribuição por estar tão perto do que eu sou!
Por estar aqui comigo, mesmo em suas ausências...
Porque você rouba alguns de meus mais sublimes sorrisos...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Parece que persegue.
Por mais que corra, o bicho está sempre atrás.
Definitivamente não sei perdoar... Não aprendi esse capítulo cristão!
E nada mais cristão que Natal. Mais humano. Mais depressivo.
Talvez seja por isso que sua presença anda me rondando.
Antes era mais assustadora, devastadora.
Agora, de uma forma mais simples e coloquial, é apenas dolorida.
Dói muito pensar no tanto que me entreguei.
No quanto trocamos distintas formas de intensidade.
Dói pensar, especificamente, no quanto confiei.
Confiei na mesma proporção que confio em mim,
e você sabe o que isso significa (pelo menos, conhece minha prepotência).
Você viu cada lágrima de minha angústia,
enterrou comigo vários cadáveres...
Ouviu minhas mais alegres risadas.
Isso nada importa agora.
Pois você está longe, e é exatamente aí que prefiro que fique.
Você roubou parte de minha fé nas pessoas.
Me fez sentir vergonha de minha generosidade.
Trouxe à tona o pior de mim, e só por isso tenho condições de agradecer.
Se descobri ser feliz com meu pior, imagine só...
***
Agora tudo tem outra forma.
Escolher, e não ser escolhida.
Amar, ainda sem ser amado.
Ser agente ativo.
Mergulhar no mundo, como se ele fosse real.
Sair pela porta dos fundo,
atravessando a sala de queixo pro ar!!!
***
Estou sentindo a felicidade me consumir...
Por mais que corra, o bicho está sempre atrás.
Definitivamente não sei perdoar... Não aprendi esse capítulo cristão!
E nada mais cristão que Natal. Mais humano. Mais depressivo.
Talvez seja por isso que sua presença anda me rondando.
Antes era mais assustadora, devastadora.
Agora, de uma forma mais simples e coloquial, é apenas dolorida.
Dói muito pensar no tanto que me entreguei.
No quanto trocamos distintas formas de intensidade.
Dói pensar, especificamente, no quanto confiei.
Confiei na mesma proporção que confio em mim,
e você sabe o que isso significa (pelo menos, conhece minha prepotência).
Você viu cada lágrima de minha angústia,
enterrou comigo vários cadáveres...
Ouviu minhas mais alegres risadas.
Isso nada importa agora.
Pois você está longe, e é exatamente aí que prefiro que fique.
Você roubou parte de minha fé nas pessoas.
Me fez sentir vergonha de minha generosidade.
Trouxe à tona o pior de mim, e só por isso tenho condições de agradecer.
Se descobri ser feliz com meu pior, imagine só...
***
Agora tudo tem outra forma.
Escolher, e não ser escolhida.
Amar, ainda sem ser amado.
Ser agente ativo.
Mergulhar no mundo, como se ele fosse real.
Sair pela porta dos fundo,
atravessando a sala de queixo pro ar!!!
***
Estou sentindo a felicidade me consumir...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Black out
Foi só acabar a luz na cidade para minha porção Mac Gyver aflorar... e assim arrombar com um par de grampos uma fechadura que me impedia a liberdade.
Mas a escuridão, ao contrário, não trouxe liberdade e sim aprisionamento.
Aprisionou meus medos numa caverna terrivelmente quieta e escura, como o silêncio que pousava sobre o exterior.
Foi incrível me permitir perigar por entre as curvas da vida.
Deixar o carro andar no automático, sem farol. Sem lei.
O pior foi perceber que só seria possível relaxar e dormir, quando tudo voltasse à agitação.
Mas a escuridão, ao contrário, não trouxe liberdade e sim aprisionamento.
Aprisionou meus medos numa caverna terrivelmente quieta e escura, como o silêncio que pousava sobre o exterior.
Foi incrível me permitir perigar por entre as curvas da vida.
Deixar o carro andar no automático, sem farol. Sem lei.
O pior foi perceber que só seria possível relaxar e dormir, quando tudo voltasse à agitação.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sobre intensidade instantânea
Hoje me lembrei de um conselho que uma vez dei à uma amiga:
- Fica calma que passa. Acredite que é só uma fase.Tudo passa mesmo. A feridas cicatrizam, a dor some, a saudade morre.
Agora o que importa, de verdade, fica.
E por falar em amiga, ouvi na praia no final de semana passada, um fragmento de conversa entre duas amigas:
"... Esse negócio de amizade intensa, instantânea, nunca dá certo. É só lembrar do caso..."
Realmente, segundo o sábio Dr. Paulo, amigo prá ser amigo, tem que comer um saco de sal junto. De preferência daqueles grandes, de 5 kg.
Essa história de em 5 min transformar um conhecido em amigo de infância não foi feita pra mim.
Quero mandar um salve para meus amigos/as de infância, adolescência, da facu, da vida. Vocês sabem o quanto me importam...
Marcadores:
Amigogerados,
Cotidiano
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
DVT
Porque Dita Von Teese é linda, sensual, delicada e fatal, além de criar um ambiente glam e misterioso!
Volte logo! Volte sempre!
Volte logo! Volte sempre!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Capa da Playboy
Para comemorar os 20 anos da série de desenhos animados (?), Marge Simpson, isso mesmo, a sra. Simpson sairá nua, (ou pelo menos quase), no mês que vem.
Ótima paródia...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Creme Brullée

Ingredientes
5 gemas
1/3 xícara (chá) de açúcar
350 ml de creme de leite fresco
100 ml de leite
1 1/2 colher (chá) de essência de baunilha
açúcar para caramelizar
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 160°C (temperatura média-baixa).
2. Separe as claras das gemas. (As claras não serão utilizadas nesta receita, mas você pode guardá-las para preparar um pudim de claras.)
3. Coloque as gemas na tigela pequena da batedeira. Junte o açúcar e bata em velocidade alta até obter um creme bem claro.
4. Pare de bater e adicione o creme de leite, o leite e a essência de baunilha. Misture bem com uma colher. Deixe a mistura descansar por 10 minutos. Enquanto isso, leve uma panela com água ao fogo alto. Ela será usada para o banho-maria.
5. Com uma colher, retire toda a espuma que se formou na superfície da mistura de gemas. Distribua o creme entre seis tigelinhas refratárias (que possam ir ao forno) - podem ser ramequins, aquelas forminhas de suflê.
6. Arrume as tigelinhas numa assadeira retangular. Leve a assadeira ao forno e, antes de fechar a porta, coloque água fervendo na assadeira, com cuidado, para assar em banho-maria. Deixe assar por 40 minutos.
7. Retire a assadeira do forno e as tigelinhas do banho-maria. Deixe esfriar e leve à geladeira por no mínimo 6 horas.
8. No momento de servir, polvilhe açúcar sobre toda a superfície do creme.
9. Queime com maçarico até caramelizar o açúcar.
10. Sirva!!!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Eu te odeio.
E nada, NADA pode mudar isso.
De nada me serve tua poesia,
que tenta dar conta do que você é,
que eu também odeio.
Odeio sua não-autenticidade,
em querer sempre representar aquilo que não é e não será.
Odeio em ti ser lobo em pele de cordeiro.
Ou de se fazer de lobo, com voz de cordeiro.
Odeio suas crenças, e me odeio por um dia crer com você.
No fundo,
Odeio a parte em mim que um dia te amou.
Porque você PRECISA saber disso, senão nada teria sentido,
Nem pra mim, nem prá ti.
Continuei sendo o melhor de mim, e sei que você também deu o máximo de si,
Mas caímos cada um no seu engodo,
Cada um patinando na sua lama...
E nada, NADA pode mudar isso.
De nada me serve tua poesia,
que tenta dar conta do que você é,
que eu também odeio.
Odeio sua não-autenticidade,
em querer sempre representar aquilo que não é e não será.
Odeio em ti ser lobo em pele de cordeiro.
Ou de se fazer de lobo, com voz de cordeiro.
Odeio suas crenças, e me odeio por um dia crer com você.
No fundo,
Odeio a parte em mim que um dia te amou.
Porque você PRECISA saber disso, senão nada teria sentido,
Nem pra mim, nem prá ti.
Continuei sendo o melhor de mim, e sei que você também deu o máximo de si,
Mas caímos cada um no seu engodo,
Cada um patinando na sua lama...
Marcadores:
Descarrego,
Devaneio
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Eu gosto

- turbantes
- esmaltes em todas as nuances de vermelho
- chapéu, qto mais retrô, melhor
- luvas
- salto alto, mesmo não usando
- preto, branco, cinza mescla e bege
- japonismo
- ladrilho hidráulico
- branco, cinza mescla, preto e bege
- óculos de sol (é um fetiche)
- desenhos em aquarela
- desenhos em nanquim
- moulage
- Le Corbusier, Eames, Saarinen, Jacobsen
- Vionnet, Lanvin, Matisse, Gaugin
- PT Cruiser, Soul, TR4
- copo-de-leite, bico-de-papagaio, stelitzia, girassol, flo-do-campo
- mosaico, faiança, murano
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O jeito como eu sou - Clarice Lispector
É curioso como não sei
dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem,
mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo
De dizer porque no momento
em que tento falar não só não exprimo
o que sinto como o que sinto se transforma
lentamente no que eu digo...
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa
ou forte como uma ventania,
depende de quando
e como você me vê passar.
Não me dêem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei
a mesma pra sempre.
dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem,
mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo
De dizer porque no momento
em que tento falar não só não exprimo
o que sinto como o que sinto se transforma
lentamente no que eu digo...
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa
ou forte como uma ventania,
depende de quando
e como você me vê passar.
Não me dêem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei
a mesma pra sempre.
domingo, 6 de setembro de 2009

Há tanta topologia em mim, que já nem sei mais se sou vulcão ou geiser.
Se sou nascente ou rio em curso.
Há algo que é fora e superficial, latente e intenso.
Não sei se sou o peixe ou o aquário.
Posso ser o mel ou o Zé Colméia...
Me perder sabendo onde estou e pra onde vou.
Sou Vesúvio e Dilúvio.
Sujeita a maremotos.
Sou também a areia moldada, na beira de uma praia de pedras.
Mutante e mudada.
Assinar:
Postagens (Atom)














