sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DVT

Porque Dita Von Teese é linda, sensual, delicada e fatal, além de criar um ambiente glam e misterioso!
Volte logo! Volte sempre!










segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Capa da Playboy




Achei divertidíssima a nova capa da Playboy americana para a edição de novembro.
Para comemorar os 20 anos da série de desenhos animados (?), Marge Simpson, isso mesmo, a sra. Simpson sairá nua, (ou pelo menos quase), no mês que vem.
Ótima paródia...







sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hoje teus olhos de zumbi pousaram oniricamente em mim.
E só assim, e já te repudio.
Porque tenho asco de sua covardia, covardia de vida.
Por interpretar um papel que não lhe cabe.
Por ter caído na armadilha e vestido a carapuça.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Creme Brullée


Ingredientes


5 gemas
1/3 xícara (chá) de açúcar
350 ml de creme de leite fresco
100 ml de leite
1 1/2 colher (chá) de essência de baunilha
açúcar para caramelizar



Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 160°C (temperatura média-baixa).

2. Separe as claras das gemas. (As claras não serão utilizadas nesta receita, mas você pode guardá-las para preparar um pudim de claras.)

3. Coloque as gemas na tigela pequena da batedeira. Junte o açúcar e bata em velocidade alta até obter um creme bem claro.

4. Pare de bater e adicione o creme de leite, o leite e a essência de baunilha. Misture bem com uma colher. Deixe a mistura descansar por 10 minutos. Enquanto isso, leve uma panela com água ao fogo alto. Ela será usada para o banho-maria.

5. Com uma colher, retire toda a espuma que se formou na superfície da mistura de gemas. Distribua o creme entre seis tigelinhas refratárias (que possam ir ao forno) - podem ser ramequins, aquelas forminhas de suflê.

6. Arrume as tigelinhas numa assadeira retangular. Leve a assadeira ao forno e, antes de fechar a porta, coloque água fervendo na assadeira, com cuidado, para assar em banho-maria. Deixe assar por 40 minutos.

7. Retire a assadeira do forno e as tigelinhas do banho-maria. Deixe esfriar e leve à geladeira por no mínimo 6 horas.

8. No momento de servir, polvilhe açúcar sobre toda a superfície do creme.

9. Queime com maçarico até caramelizar o açúcar.

10. Sirva!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu te odeio.
E nada, NADA pode mudar isso.
De nada me serve tua poesia,
que tenta dar conta do que você é,
que eu também odeio.
Odeio sua não-autenticidade,
em querer sempre representar aquilo que não é e não será.
Odeio em ti ser lobo em pele de cordeiro.
Ou de se fazer de lobo, com voz de cordeiro.
Odeio suas crenças, e me odeio por um dia crer com você.
No fundo,
Odeio a parte em mim que um dia te amou.
Porque você PRECISA saber disso, senão nada teria sentido,
Nem pra mim, nem prá ti.
Continuei sendo o melhor de mim, e sei que você também deu o máximo de si,
Mas caímos cada um no seu engodo,
Cada um patinando na sua lama...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu gosto




- turbantes
- esmaltes em todas as nuances de vermelho
- chapéu, qto mais retrô, melhor
- luvas
- salto alto, mesmo não usando
- preto, branco, cinza mescla e bege
- japonismo
- ladrilho hidráulico
- branco, cinza mescla, preto e bege
- óculos de sol (é um fetiche)
- desenhos em aquarela
- desenhos em nanquim
- moulage
- Le Corbusier, Eames, Saarinen, Jacobsen
- Vionnet, Lanvin, Matisse, Gaugin
- PT Cruiser, Soul, TR4
- copo-de-leite, bico-de-papagaio, stelitzia, girassol, flo-do-campo
- mosaico, faiança, murano

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009



No mesmo dia em que compro um maçarico prá botar fogo no mundo, o freezer decide se auto-descongelar...
Rios e rios de sangue enxugados por mãos sedentas de açúcar.
Tudo por que eu queria te trazer um pedacinho de Paris!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O jeito como eu sou - Clarice Lispector

É curioso como não sei
dizer quem sou.


Quer dizer, sei-o bem,
mas não posso dizer.

Sobretudo tenho medo
De dizer porque no momento
em que tento falar não só não exprimo
o que sinto como o que sinto se transforma
lentamente no que eu digo...



Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa
ou forte como uma ventania,
depende de quando
e como você me vê passar.


Não me dêem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração.

Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente.

Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.

Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei
a mesma pra sempre.

domingo, 6 de setembro de 2009


Há tanta topologia em mim, que já nem sei mais se sou vulcão ou geiser.
Se sou nascente ou rio em curso.
Há algo que é fora e superficial, latente e intenso.
Não sei se sou o peixe ou o aquário.
Posso ser o mel ou o Zé Colméia...
Me perder sabendo onde estou e pra onde vou.
Sou Vesúvio e Dilúvio.
Sujeita a maremotos.
Sou também a areia moldada, na beira de uma praia de pedras.
Mutante e mudada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Partida

E então ele precisou lidar com mortos para reconhecer em si a intensidade da vida. Limpar seus corpos, arrumá-los para a vida e-terna. Com um cuidado e dignidade de poucos.
Eu precisei ressussitar alguns zumbis que enterrei, trazer à vida e então decidir o que fazer com as sobras, com os restos. Doloroso e aliviante.
É claro que nos pormenores, isso passa desapercebido, mas não pra você que vive comigo minhas maiores angústias, ainda que não anuncie saber.
Nunca para você, que me reconhece antes de mim mesma. Nunca prá você que faz o melhor arroz do mundo...
Sim, eu sou uma mulher de sorte!
Aliás, não de sorte, reconhecida!

sábado, 22 de agosto de 2009

Liberdade é poder mudar de idéia.
"Ontem, pela primeira vez, senti seu cheiro dentro de mim..."

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Porque eu tinha que ficar quieta, bem quieta.
Porque descobri que amo o jogo da verdade, mais o jogo do que a verdade.
Porque Freud já se preocupava com as fixações e traumas antes de mim.
Porque mudaram o cardápio do motel e nem nos consultaram.
Porque uma hora quero vaca, outra hora quero persa.
Porque o dentista quis me tirar a cutícula e fiquei com medo.
Porque só vou prá Paris com hora marcada.
Porque lasanha engorda e alface emagrece.
Porque se o the bodies não for blue, com certeza será rosa.
Porque não há garantia, nenhuma... e nem sempre confiro o troco.
Porque a gasolina sobe, o pão sobe, o dolar desce...
Porque só Deus sabe o quanto tempo perdi com besteiras.
Porque o paradoxo está em não se conhecer e por isso sofrer.
Porque essa hipérbole em mim não é só de fachada.
Porque não escrevo pra você entender, mas se entender, fico feliz.
Porque meu maior desejo hoje é não desejar nada.

sábado, 8 de agosto de 2009


1) Ser quente ou ser frio, nunca MORNO.

2) Ser eternamente responsável por aquilo que cativar.

3) Pink Floyd.

4) Ser a causa do teu prórpio destino.

5) Vinícius de Moraes.

6) Dizer eu te amo. And mean it, claro.

7) Dizer o que se pensa.

8) Saber perdoar. (e principalmente a SE perdoar).

9) Jazz, blues e rock and roll.

10) Olhar, sentir, e acertar.

11) Mais Vinícius.

12) Brincar com crianças, como uma.

13) Trazer poesia para a prosa da vida.

14) Mandar flores!

15) Escrever cartões.

16) Julgar a própria companhia como a melhor de todas.

17) Fazer loucurinhas necessárias de vez em quando.

18) Nunca abrir mão da ética pessoal.

19) Ir a um karaoke!

20) Ser feliz!!!!!!!!!!!

terça-feira, 28 de julho de 2009


Hoje acordei sentindo o cheiro do passado.
Cada vez mais presente, mais intenso e incomodado.
Nossos olhos se cruzaram e não restou mais nada.
Nada além do que é saudade.
Vi através de teu sorriso disfarçado quanta falta faço.
Através de teu passo calado o quanto não foi fácil.
Não foi prá mim. Não foi prá ti.
E não há um só silêncio calado,
que não penso em teu abraço.
No quanto há de demasiado espaço,
(sim há muito espaço, a ser acalorado)
Mais um dia e entro em seu retrato,
quem sabe lá há mais chances de reparo!
Afinal, tudo foi mal executado.
Mas deixemos isso de lado,
Sepultado, como um segredo do passado.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes



Uma homenagem a todos os meus amigos, até mesmo àqueles que ainda não conheci!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Coisas que a vida ensina


Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Temos que aprender a viver mais simplesmente para que os outros simplesmente possam viver”. Gandhi (1869 - 1948)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DIA DOS NAMORADOS



Dê a quem você AMA: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Silêncio


Ela passou pelas duas portas que abafavam a passagem do som, do choro.
E naquele exato momento percebeu que o silêncio gritava em sua alma.
Por que nunca encontrava uma porta para calar seus pensamentos?
Saiu com lágrimas nos olhos, quase tímida em acenar para a pessoa que aguardava na sala de espera.
Engoliu seu pranto.
Só na calçada, longe dos olhos de qualquer conhecido, sua angústia urrou.
No silêncio, até ser aliviada...
Fazia algum tempo que não precisava de um café quente como naquele momento.
Tinha a segurança de saber quem era essa que sorria para ela pelo retrovisor,
e a curiosidade em conhecer seus próprios limites.

terça-feira, 5 de maio de 2009


Vários mundo já se passaram por estes pés cansados.
Tantos bois marcados.
Tanta saudades lá prá frente.
Tanta grama deixada pelo caminho.
O caminho todo percorrido e tão pouco evitado.
E a viola descansando no chão da sala.
O chão dos amantes de outrora.
Personagens de uma força-ingenuidade.
Onde a bruxa é bruxa,
e o cobrador sempre volta na semana seguinte.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Iê Iê Iê...


Só quero que você me aqueça nesse inverno, e que tudo mais, VÁ PRO INFERNO!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tráfegos


Pare de esperar a
a lei acontecer.
Pare de esperar o fardo
ser aliviado.
Atravesse a rua.
Sacuda o corpo.
Há saudade,
não há nostalgia.
Há trânsito na contra-mão.
Há sinais fechados.
Há lombadas eletrônicas.
Desacato à autoridade.
Não tem saída.
Não tem brecha.
Vai pintar smepre uma bifurcação.
Não tem jeito.
Em volta do buraco, tudo é beira.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Movimentos


Ontem a lua estava brilhante e crescente, de repente puft... ela sumiu.
Lembrei que uma lua não some simplesmente, pois mesmo durante o dia ela está lá.
Somos nós que não a vemos... Nosso PONTO DE VISTA não nos permite vislumbrá-la durante o período diurno, e sempre a vemos de um mesmo ângulo, o que já levou alguns místicos a criar uma teoria do lado obscuro da lua...
Já dizia Hermes Trimegistro que TUDO TEM O OUTRO LADO... Que todas as verdades dão meias-verdades, opostos só se diferenciam em graus de uma mesma essência...

***

Sempre entendi eclipses como um grandioso truque da natureza...
A lua está lá, toda bela... e como num passe mágico, ops... não está mais... para logo na sequência reaparecer.
Além disso, ela regula as marés, os CICLOS femininos, há quem diga que existe relação entre a lua e o sexo dos bebês, sobre colheitas, na medicina, etc.

***

Como a lua, a vida é cheia de movimentos e ciclos. Cheia de crescentes, novas, minguantes e cheias.
Cheia de constantes variáveis, roda-gigante repetitiva, estou farta disso.
Estou farta também de falsas absências, de atrasos propositais, prorrogações, indefinição e grosserias descabidas.

quarta-feira, 11 de março de 2009



Lembrei daqueles barcos que outrora vimos em alto-mar,
os pescadores recolhendo suas redes,
buscando sustento na natureza.
E das palavras do homem de ontem,
que ensinava o quanto o Outro é falho.
O quanto o Outro não é garantia nenhuma.
Pensei em momentos de cumplicidade...
No quanto algumas parcerias são efêmeras.
No tanto que já basta de redes rasgadas por onde peixes escapam.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009



Entrou e uma poltrona lhe foi indicada para sentar.
Lembrou seus dias, suas inquietações e amor.
Lembrou-se que era época de folia, de alegria, festa da carne?
E sendo festa, pra que usar máscaras? Por que usar um corpo que não o seu?
Fantasias? Estas rasgou, com prazer inigualável... deixou para trás, sem dor...
Soube afirmar seus desejos, soube afirmar sua negação... e isso interrompeu um dominó em decadência.
A queda de um castelo de cartas.
Aprendeu, como tantas outras coisas, a ouvir seu instinto, a segui-lo e a manter a chama acesa.
Não era um caminho fácil, mas com certeza era o mais vivo.
Lembrou-se da roda-gigante de outrora.
O panorama visto de cima é mais amplo, ainda que distante.
Mas é na vertical que a vista se torna mais real.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Espelhos



Olho em mim o direito do avesso,
um espelho paralelo, sem imagens infinitas.
Vejo na cabeceira vários tomos de um livro sem fim...
Encontro o amor, brincando de esconde-esconde na pilastra da mágoa.
Ele foi achado pela saudade.
Brindado pelo carinho.
Por corpos que se acariciam, se desejam e se ferem.
Agora o espelho reflete almas sem selvageria.
Centradas em si, cuidando da superação.
Rasgando fantasias inúteis, dolorosas, repetidas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aos fogos



Quando todos os fogos queimarem quero sentir meu coração pulsar de amor.
E se assim não for,
quero que aquilo que seja, seja intenso.
Quando os primeiros raios do novo ano se lançarem aos céus,
quero um revestimento de novas esperanças, ainda que antigas.
Quero atingir ao máximo do meu existir,
a adrenalina da pura vida.
A passagem de ida,
do viajante sem certo destino.
Elos que façam sentido.
Sem soldas reforçadas.
Sem necessidade do amiúde.
Com explosões e fagulhas.
Com brilho e cor.
Com calor e luz.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uma xícara de café e duas doses de Nietzsche





"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: essa vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terá de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamen­to e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida haverão de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência..."


"Minha fórmula para a grandeza no homem é o amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para frente, seja em toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo - todo o idealismo é mendacidade ante o necessário - mas amá-lo."


O

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


O que é esse incômodo senão a percepção da mudança?
Sintoma do diferente, do estranho. Do que há a vir...
Presença da indiferença, da objeção, do dejeto.

Anywhere between heaven and hell...

Não acredito em poucas palavras, nem no silêncio de duas almas inquietas, nem mesmo na fala que muito diz e nada quer dizer.
Assim como não acredito em céu e inferno, em fantasmas (prefiro apostar em fantasias), em Deus ou Diabo. Cavalos-alados, dragões, mitos.
Estou descrente numa porção do humano que nunca quis enxergar. (Por querer bem demais?)
Entre faixas de sintonias energéticas, onde a inércia é ativa, provocadora, por vezes ultrajante.
Entre o céu e o inferno, seja lá onde isso for. Só sei que é fora.
Não encontro a generosidade de outrora, o astral colorido de Amélie Poulain, a dignidade de enxergar adversidade no amor, o amor incondicional.
Não percebo a sutil diferença que pode existir entre uma "gongada" sofisticada e um exercício de querer-bem.
Meus olhos estão cerrados.
Meu coração está com a capacidade de amar em lotação.
Meu abdômen tenta segurar algo que lhe escapa.
Enquantos meus braços fortalecem seus abraços.
Meus ouvidos calaram a voz da soberania.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dama Soturna



Vestia um tubinho branco, na altura dos joelhos, bem acinturado.
Usava no cabelo um coque tipo banana, com uma presilha de borboleta incrustada de pequenas pedras coloridas.
Exalava um perfume, e era chamada de dama-da-noite...
Era justamente durante a noite que seu outro lado aparecia.
Era durante a noite que seus pesadelos mais temidos eram-lhe revelados e como defesa, atingia ao mundo com seu poderoso perfume.
Era atravessando a madrugada que a dama tornava-se mais e mais conhecida de si mesma, e daquele casal de pedestres que por ali passava com frequência.
Seu destino era incógnito, e assim feliz vivia.
Viva na comédia e no drama de sua existência.
Dividida entre a prosa e a poesia.
No seu egoísmo em se fazer bela, em seu altruísmo em distribuir seu perfume,
Só havia um destino possível: seguir adiante...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

SOBRE O FEMININO OU ALGUMAS CONSIDERÇÕES SOBRE O NÃO-SER MULHER




Ao longo de sua obra, Freud aponta a diferenciação sexual muito além da anatômica, mas que essa se dá a nível inconsciente. Na perspectiva freudiana, nenhum sujeito é detentor de uma especificidade puramente feminina ou masculina.
O complexo de Édipo consiste numa ambígua relação de sentimentos de amor e ódio em relação à mãe. O menino, amando a mãe, percebendo-a castrada, e com medo que o mesmo aconteça a ele, volta às costas ao complexo de Édipo em busca de um novo objeto amoroso.
Já a menina, entra no Édipo pela mesma via que o menino sai. Ela decepciona-se com a mãe, por não ter dado a ela um pênis e vai de encontro ao pai em busca de um filho para dar lugar ao seu falo.
O complexo de Édipo, como saída da criança frente à castração, tem como objetivo que a criança assuma o falo como significante, e de uma maneira que faça dele instrumento da ordem simbólica das trocas. Assim, permitindo a ela não apenas ser conduzida a uma escolha objetal, como uma escolha objetal heterossexual. E ainda, que se situe nesta escolha corretamente em relação à função do pai .
A metáfora paterna opera de forma a recalcar um significante primeiro (desejo da mãe), dando lugar ao significante Nome-Do-Pai, permitindo assim à criança todas as substituições (ou escolhas) possíveis na cadeia significante, desta forma, é inscrita na linguagem.
Temos aqui o falo como determinante enquanto função para a formação da sexualidade, ainda na idade infantil.
Mas de que se trata esta escolha?
O que é ser homem ou ser mulher?
A problemática se inicia a partir do momento em que o simbólico é fálico, portanto não existe inscrição do feminino no inconsciente. Lacan diz: “A mulher não existe” (L/a femme), isto quer dizer que não existe o significante da identidade feminina (S (A)). A mulher deve ser tomada uma a uma, pois não há significante prévio que a funde como mulher, como acontece no habitante do campo masculino. É uma lógica para-além do falo, uma lógica do Outro.
A saída feminina é apostar num semblent de fálica, no uso de uma máscara de quem se reconhece castrada, porém não se apresenta ao Outro como tal, daí uma lógica para-além do falo, uma lógica do Outro. Semblent enquanto véu em frente ao Real, protegendo o sujeito do gozo.
Novamente, o que quer uma mulher?
Uma mulher quer ser desejada, ou em outras palavras, quer ser causa de desejo de um homem, homem este, que em seus devaneios, busca feitos heróicos e trunfos com a finalidade de agradar uma mulher, para que ela o prefira aos outros homens. O homem está afetado/implicado com a questão do feminino por também querer saber o que é uma mulher/ o que quer uma mulher.
O feminino não existe como única saída frente à deparação da castração e suas implicações da mulher. Ele existe, não como regra, ou matema de definição. Mas como um vir a ser, um tornar-se mulher.
Tornar-se mulher passa por seu romance familiar, sua relação posterior à Mãe e ao Pai, à disputa/ rivalidade feminina (uma forma de fantasia histérica que aponta numa relação de bissexualidade, como podemos ver claramente no caso Dora e sua relação de amor com a Sra. K.) , suas futuras escolhas amorosas e muitos outros aspectos.
O novo filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, a começar pelo próprio título, evoca as vias do desejo feminino e como cada mulher da trama vivencia com o seu objeto amoroso suas posições em relação ao próprio desejo, ilustrando com maestria como o ser mulher é percebido no caso a caso.
O filme trata da história de duas jovens americanas, Vicky e Cristina, que viajam a Barcelona para passar o verão. Lá, se envolvem com Juan Antonio, um pintor ainda ligado à sua ex-mulher, Maria Elena.
Vicky, a boa-moça que se deixa levar pelos acontecimentos da viagem, que nunca sabe o que quer, apenas o que não quer/ não espera de um relacionamento, envolve-se com Juan Antonio, que ainda apaixonado por sua ex-mulher Maria Elena propõe uma relação triangular.
Cristina, que vai a Barcelona para estudar para sua tese de mestrado está noiva de um empresário em Nova Iorque, mas acaba se entregando aos braços do mesmo Juan, apesar de suas relutâncias racionais e idealizações obsessivas em querer controlar o desfile de seu desejo.
Juan é o homem que direta ou indiretamente afeta a cada uma das mulheres do filme com seu jeito sedutor, quase um Don Juan, alma de artista que sabe diferenciar o ser mulher de cada uma de suas conquistas, na individualidade do caso a caso do ser mulher.
Maria Elena, interpretada por Penélope Cruz, é a típica mulher à beira de um ataque de nervos, mostrando toda histeria e loucura na relação amorosa com Juan.
Há ainda Judd e Mark, o casal anfitrião das jovens em Barcelona. Judd tem um caso extraconjugal há algum tempo, mas tem como certo não separar-se de Mark, restando a ela estimular Vicky a largar seu noivado em troca de sua paixão por Juan, como uma forma de realizar seu próprio desejo.
De uma forma leve e engraçada, Woody Allen consegue tramar todas as mulheres em torno de um mesmo homem, e como cada uma se afeta de uma forma em relação à sua subjetividade de amar.
Seja no medo em assumir o próprio desejo, seja testando formas inusitadas de dividir um homem (pela loucura ou pela aventura), seja em assumir o objeto de desejo como impossível, ou então, seja projetando na outra mulher uma possibilidade de realizar o amor, o fato é que nem mesmo nós mulheres histéricas sabemos o que realmente quer uma mulher.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

...



Não é possível todo o tempo,
Leal,
Real,
Amiga,
Amor
Eu mesma.

Nem presença,
Nem ausência.
Nem raiva,
Nem amor.

Há sentimento,
Malícia, Vida,
Compreensão e
Superação.
Mas não é possível todo o tempo.

Sem pressa,
Sem ansiedade.
O tempo que leva
é o tempo que traz.

Quando se sabe que não é possível o tempo todo.
E que bom que assim não é.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A realidade de um castelo imaginário, ou como construir vida no real


Nunca é tempo demais para elaboração, em vista panorâmica.
Sempre é tempo demais pra se comunicar quem se é.
A lua alta em terceiro ciclo comunica o amor em mutação.
A maré acusa movimentos naturais.
O corpo é maré, e também o é seus fluídos, entre indas e vindas.
Ressacas, batimentos em pedras e descansos na areia.
Fluxos exaltados, fluxos parados, ainda que estejam gritando em calar.
Uma gota de chuva cai, marcando a areia onde a criança constrói seu forte.
E ela insiste em almofadar a terra, torneando-a como aprendeu com os apaches.
E reconstroe sua força lúdica, fortaleza. Real.
Ela se distrai e enfrenta tudo que seja terra, mar, sol, chuva, suor.
Não há mais conflitos.
A voz da criança se cala por que não é mais necessário o som que não seja o do vento.
E passa horas entretida em sua história, que é tão ou mais real que os banhistas que a cercam.
Não vê o tempo passar e não conta com marcadores de tempo.
Seu dinamismo dura o tempo que durar, assim como o amor daqueles amantes que admiram a lua em terceiro ciclo.
Assim como o inverno, que dura o tempo suficiente para permitir às flores mais um colorido.
Ou como a chuva, que cai até que se faça sol novamente.
Sem preocupações de porquês, sem indagações de quando ou sem querer medir o poder do amanhã.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Amy, Aimée, Amada, Amy


He left no time to regret
Kept his dick wet
With the same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry
Get on without my boy
You went back to what you knew
So far removed from all that went trough
And I tread a troubled track
My odds are stacked
I´ll go back to black

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to...
I go back to us

I love you much
It´s not enough
You love blow and I love puff

And life is like a pipe
And I´m a tiny penny rolling up the walls inside


We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

Blackkkkkkkkkkk
I go back to
I go back to

We only said good-bye with word
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

We only said good-bye with word
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

Feriado/ Ferido



Nada como uma boa noite de sono para acalmar a alma e o humor.
Tirar a lente de uma hostilidade, dirigida a um alguém antes querido.
Apaziguar o coração, que bateu ontem tantas e tantas vezes entre a raiva, o ciúme e incessáveis picos de euforia e tesão.
Distanciar um tanto a dor e frustração que a decepção aponta.
Achar um sentido em tudo isso, tanto da lógica quanto do afeto que por aqui passou.
Aceitar que coisas boas foram rompidas, e que só serão
possíveis novamente num qualquer futuro.
O feriado da Consciência Negra, pode ser lido como o da Instabilidade Afetiva...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A vaca voadora


Ontem você me mostrou a vida acontecendo pelas frestas...
Me amou, apesar de minhas dificuldades em me reservar...
Assistiu minha sensibilidade em receber mais e mais amor...
Sentou ao meu lado no chão de vaca e riu comigo ao flagrar minha neurose em manter o tapete esticado... rs
Me permitiu te amar também...
Massagear seus pés...
Fazer carinho no seu amor...
Quero que saiba que te amo muito.
Que te amo tanto!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quando ter/ser amigos é o que mais importa!


Eu acreditei um dia que a dúvida era sinônimo de confusão de sentimentos.
E que essa confusão seria intensidade de sentir.
Entre relações amorosas, estabilidade emocional, bolo de minuto, festa!
Descobri paixão pulsante, amor, carinho e amizade.
Descobri leveza.
Descobri que a dor do amor só existe se dermos passagem.
Descobri generosidade, perdão de coisas que não deveria saber.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pelos Ares


Tou com saudade de você
Debaixo do meu cobertor
De te arrancar suspiros
Fazer amor.
Tou com saudade de você

Na varanda em noite quente
E do arrepio frio que dá na gente
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo

Eu sinto falta de você
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

Tou com saudade de você,
Do nosso banho de chuva,
Do calor na minha pele
Da língua tua.
Tou com saudade de você
Censurando o meu vestido,
Das juras de amor ao pé do ouvido,
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo.

Eu sinto a falta de você,
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

Eu sinto a falta de você,
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

ENCERRANDO UM CICLO - Paulo Coelho



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos; seus pais, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando entamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tough


Adoraria pensar no brilho dourado de certa chama que não se apaga.
Na palavra escarrada que tira o peso de quem pronuncia e de quem a evita ouvir.
No som celeste d´uma madrugada calada, que acolhe dois amantes perdidos em esturpor.
Na renda tecida de meu próprio sangue, que outrora correra amor.
No átomo que um dia foi vida e hoje é vazio, ou talvez nada.
No perfume do asfalto que a chuva varreu.
Na sombra do homem que um dia deixarei de sonhar.
Na brasa faiscante daquele amor que um dia vi em teus olhos.
Na metade da taça de um vinho que se evaporou.
E deixou resquícios.
Amargos.
Salgado, da lágrima que não rolou.

Espaçamentos


Ela se arriscou falar em libertação, e tudo o mais fez sentido...
Na insuportável náusea de sua dor, um sorriso nasceu.
Refletido no painel de suas memórias.
Lembrou-se de tudo o que foi importante e perdeu.
Lembrou-se de cada pequena descoberta da adolescência com um misto de saudade e alívio.
Hoje era uma mulher já crescida, que havia entendido que grandes conquistas exigem grandes esforços.
Entendeu também que a febre da paixão não mata nunca a sede do corpo.
Celebra cada passo dado, cada ato difícil bem sucecido.
E neste momento, escreve estas linhas para suportar a falta.
Hell

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Para ser grande


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Viver é ser outro


Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.


Fernando Pessoa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Salvar-se de si mesmo e sobre a beleza de ser um eterno aprendiz...


A vida nos testa o tempo todo.
Quase como se pequenos desafios diários, que incluem desafetos de diferentes graus de dificuldade, fossem colocados à prova, esperando uma resposta clara e mutante.
Esses impasses nem sempre são assim vistos. Na maioria das vezes nos desanimam. Tendem a nos derrotar.
Salvar-se de si mesmo pode ser consolador e pode ser derrotante. Frustrante. Involuntário.
Acredito que a vida sempre pede passagem, às vezes sem ao menos pedir licença.
Acredito que a arte sempre tem uma resposta, ainda que distante.
Acredito na beleza de ser aprendiz... ainda que hoje desanimada.
Desânimo: palavra curiosa de sentido tanto agressivo.
Desanimar = tirar ânimo. Ânimo = vida, coragem.
Que venha logo o hoje, e que no amanhã, o cartoon de minha vida seja menos desajeitoso...
bj
Hell

terça-feira, 29 de julho de 2008

Quem são nossos heróis?


Assisti Batman O Cavaleiro das Trevas...
Depois da excelente apresentação do falecido Heath Ledger, que com todo respeito deixa Christian Bale no chinelo, fiquei me perguntando quem são os ídolos de hoje?
Quem são os heróis? Os mocinhos e os bandidos?
Bruce Wayne parece ser o cara ideal: bonito, rico, bem-sucedido, sarado e como se não faltasse mais quesitos, de um caráter indubitável...
Coringa não tem padrão: imprevisível, criativo, maquiavélico, frio...
Pode até parecer absurdo, mas fico com o Coringa... Talvez tenha sido pelo show de representação de Mr. Ledger, o fato é que quando tudo fica previsível, qdo o herói não titubeia, qdo ele é bom o tempo todo, sobra pouco a ser imaginado...
Fora o fato que sou muito mais colorido que preto e branco... rsssss
Tudo bem... O Batmóvel é um tesão, o Bruce Wayne tem uma carinha dde moço carente que derrete alguns corações... mas sou mais um bad boy, latin lover, ou o vulgo putão de beira de estrada, para abrasileirar os termos...hahaha
Será que existem heróis? Que protótipos são esses?
Protótipos, padrões, normas... dentro da ética, pra quê se enquadrar?
Sou a favor da liberdade...
bj
Hell

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Resíduo - Para Paul


De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.


Carlos Drummond de Andrade

Músicas


Minha vida sempre foi mais repleta de referências táteis-olfativas-visuais do que auditivas.
Algumas pessoas próximas estranham um pouco o fato dessa falta de musicalidade... Não tenho a música da época da inocência, nem do primeiro namorado, nem da época da facu!
Tenho sim, o cheiro de cada momento, de cada lembrança... de cada país visitado, de cada espaço por onde me desloquei.
Semana passada, estava num show de música ao vivo com meu namorado, qdo ele bem observou que apesar de estarmos há algum tempo juntos, não temos uma música!
Eu me indignei, afinal, temos o nosso cheiro! rsrsrs
Mas entendo os registros dele... onde música pode ser um tanto importante.
No fim, acho que o que vale são as boas lembranças valsando em nossas memórias... com ou sem trilha...
Bj
Hell

segunda-feira, 14 de julho de 2008

De Passagem


Casa nova, trabalho novo...
Um novo tomo do livro sendo escrito por duas pessoas novas (ainda que mesmas)...
Sou atravessada por momentos de mudanças.
Sou atravessada por idéias pra meu novo lar.
Moro num novo lar (provisório), que por me acolher tanto, já me deixa saudades!!!
E os atravessamentos continuam... é tudo tão novo em tão curto espaço de tempo!
É tão bom e tão raro sentir essa vida pulsante, que o que mais desejo é mais...
Mais e mais...rs
Bj
Hell

P.S. Alguém tem notícias do Mau?